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Como fazer um excelente plano de negócios (parte 2)
M&A
Pessoa escrevendo um plano de negócios

Este é o segundo post desta série (leia o primeiro post aqui). Outro ponto importante na hora de escrever um plano de negócios é ter em mente de forma clara: qual a finalidade do business plan? Saber bem o objetivo final para o qual você está escrevendo o documento te dará um feeling apropriado em relação ao que o contexto no qual será feita a análise, o que também deve ser levado em conta. Isto lhe dará ainda mais compreensão sobre o mindset do analista que irá ler, o que ajudará você a focar e priorizar as informações do seu negócio que realmente são relevantes para esta pessoa.

Então é sempre bom saber as aplicações de um plano de negócios, pois elas são muitas. Para pequenas e médias empresas, elaborar um bom plano de negócio é fundamental na hora de captar um empréstimo de um banco do governo federal como BNDES, FINEP, ou estadual como Desenvolve SP, etc. que geralmente oferecem melhores condições de juros e amortização, ou mesmo para atrair interesse de um banco comercial.

Um bom plano de negócios também é fundamental para empresas de tecnologia que buscam um recurso a fundo perdido de órgãos como FAPESP ou FINEP, pois geralmente estes programas, lançados por meio de editais ou chamadas públicas, tem o montante de recursos limitado. Como sempre há mais empresas que recursos, a empresa que melhor “vender o seu peixe” é quem vai ganhar a subvenção, deixando para trás outros concorrentes, que poderiam até ter projetos melhores mas falharam na hora de colocar suas ideias no papel.

Por último, para start-ups um plano de negócio, bem mais importante na prática que o glamuroso elevator pitch, é o que realmente é importante para atrair de fato o interesse de possíveis investidores de capital anjo ou semente para a sua empresa.

 

Como o seu plano de negócio será analisado por quem ler o documento?

 

Aqui mostraremos casos reais de como planos de negócios são analisados em diferentes contextos.

Por exemplo, num processo de captação de um financiamento, um analista de um banco, como por exemplo o BNDES, estará preocupado quando analisar o plano de negócio em verificar qual é a robustez da empresa e o potencial do negócio, visando ter segurança de que a empresa terá condições financeiras de futuramente pagar de volta o empréstimo que o BNDES irá conceder.
Já no caso de um programa de fundo perdido, por outro lado, um analista FINEP ou de órgão semelhante, estará muito mais preocupado em analisar se a tecnologia a ser desenvolvida realmente é inovadora e se tem potencial comercial relevante comparativamente a tecnologias que já existem naquele mercado.

Em se tratando de fundo perdido para pesquisa, como o programa PIPE, da FAPESP, os analistas estarão interessados em verificar, além do grau de inovação do que será desenvolvido, se a empresa realmente tem condições de levar aquela inovação para o mercado de forma bem sucedida. Se irá conseguir comercializar o resultado da P&D em larga escala e faturar alto com isto.

No caso de operações de M&A, Venture Capital ou até mesmo o Capital Anjo, o interesse do investidor sempre será baseado em uma única questão: ele vai ganhar dinheiro investindo na sua empresa no longo prazo? Deste modo, ele vai analisar dois fatores principais – se a sua empresa tem potencial de crescimento e se o negócio é rentável. Ou seja, qual a capacidade da sua empresa de gerar dinheiro (faturamento) e de escalar ou expandir a sua atuação.

Naturalmente, isto se desdobra em maiores detalhes como: escalabilidade da sua solução, comparação com produtos ou serviços concorrentes/substitutos, modelo de negócio, quanto o cliente está disposto a pagar, qual o problema do cliente que sua empresa resolve, quão inovador e difícil de copiar é a sua solução, etc. Assim, a dica é focar em tornar a sua empresa a mais atraente possível olhando as informações por esta ótica.

Perceba assim que para cada contexto distinto são diferentes as informações que devem ser priorizadas e destacadas ao longo do documento.

 

Esperamos que tenha gostado deste conteúdo. Em breve faremos a sua continuação. Enquanto isto, porque não acompanha mais em nosso blog, ou mande uma sugestão de assunto para escrevermos? 

 

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Se você está desenvolvendo uma tecnologia inovadora e precisa de recursos, o programa PIPE da FAPESP é um dos melhores mecanismos de apoio a inovação. O Programa concede até R$ 1.2 milhão por projeto na forma de recursos não-reembolsáveis (chamados também de fundo perdido ou ainda de subvenção).

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