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Como escolher o financiamento mais adequado para minha empresa?
Financiamento
Cifrão de ouro entre vários cifrões - indica que há um financiamento certo entre muitos para sua empresa

Uma pergunta que muitos clientes nos fazem é Como escolher qual o programa mais adequado para obter um financiamento para a minha empresa? Há inúmeros programas de financiamento de órgãos como BNDES, FINEP, além dos bancos regionais como Desenvolve SP, cada um voltado a atender um tipo de empresa e uma determinada aplicação, o que dificulta ainda mais escolher a linha mais adequada. 

 

Como mencionado em outros artigos, antes de iniciar a escolha do programa correto de financiamento para o qual a empresa deve submeter o seu pleito, é importante verificar se a empresa atende os critérios que a tornam elegível para o financiamento. Isto significa ser uma empresa sólida e robusta, sem pendências jurídicas, que possua um faturamento recorrente que justifique a obtenção do empréstimo.

Caso a sua empresa atenda estes critérios, vamos continuar:

 

Como obter um financiamento adequado para a minha empresa?

 

O primeiro passo é determinar qual a necessidade da empresa para o destino do recurso.

Se a empresa está ou pretende investir em desenvolvimento tecnológico, ela deve procurar os programas do governo que estão destinados a este fim, pois são os mais atraentes pois possuem juros baixos, maior prazo de carência e amortização.

Se a necessidade da empresa for capital de giro, há programas específicos para auxiliá-la a obter este tipo de recurso. Embora tenham uma taxa de juros mais altas, são mais ágeis e podem ser uma solução para uma necessidade pontual.

Mas no caso de investimentos, é melhor procurar os programas que possuem uma taxa de juros mais interessantes. Outros programas que têm condições bastante atraentes são projetos voltados à sustentabilidade.

Para estes projetos, o selo “verde” acaba sendo um ponto positivo na hora de conseguir programas de financiamento a juros mais baixos.

Para projetos de expansão e aquisição de equipamentos, o ideal é pleitear para programas específicos para tal.

Nestes tipos de programa, há uma grande facilidade na questão da garantia, pois muitas vezes, o próprio bem se torna a garantia do financiamento. Entretanto, a desvantagem deste tipo de recurso é que a taxa de juros é mais alta.

 

Se o seu projeto for específico para um setor, alguns bancos, como o BNDES, por exemplo, possui linhas específicas para diversos setores da indústria, como:

  • Finem TI (Software)
  • Profarma (Farmacêutica)
  • Proplástico
  • ProEngenharia
  • Audio-Visual
  • ProAeronautica
  • Procult, entre outros.

Nestes casos, escolher o programa específico em relação ao mais genérico pode ser uma boa economia no tempo para a obtenção do empréstimo.

Porque muitas vezes, o próprio BNDES redireciona o pedido de financiamento geral para o programa específico, de modo que se inicia um novo pedido, perdendo-se o tempo de análise do anterior na linha de financiamento genérica.

Outra vantagem de se direcionar o programa para o setor específico é que as características do financiamento favorecem a concessão do recurso para as empresas do setor.

O programa Finem é um exemplo clássico no qual o BNDES flexibilizou as condições de garantias de modo a adaptar o programa à realidade das empresas nacionais, uma vez que pode eliminar a necessidade de garantias reais, dado que empresas de software raramente possuem ativos para fornecer como garantia. Leia mais sobre este programa aqui. 

 

Qual o melhor órgão para o financiamento para minha empresa?

 

O segundo passo é determinar qual o Banco ou órgão do governo ou banco privado que vai se pleitear o empréstimo. Isso é importante pois cada banco possui uma visão diferente e um papel diferente. Aqui neste outro post discutimos a comparação entre vantagens e desvantagens entre bancos públicos e bancos privados.

Em relação à bancos público, é interessante avaliar qual o interesse do banco em financiar as empresas. A FINEP, por exemplo, está mais voltada à a financiar projetos de desenvolvimento tecnológico, e não operam algumas linhas para iniciativas mais rotineiras, como capital de giro, por exemplo, que devem ser direcionado para o BNDES ou órgãos regionais.

Já o Desenvolve SP, por exemplo, opera tanto programas para inovação tecnológica como linhas para aquisição de equipamentos e expansão fabril, de modo que aceita diversos tipos de pleitos, embora a taxa de juros deles seja um pouco mais alta.

Para encontrar o famoso “caminho das pedras” é importante, então, estar bem informado quanto aos órgãos e aos programas. Isto pode ser realizado tanto a partir da análise dos sites das agências, que têm melhorado ultimamente e já não são tão “abacaxis” para serem descascados. Quanto por meio de palestras e vídeos de divulgação, ou mesmo ligando no próprio setor de dúvidas do banco e se inteirando mais sobre os assuntos.

Conversar com gestores de empresa que já captaram financiamentos e têm experiência no assunto também é sempre positivo.

Por último, a contratação de consultores especializados pode ser uma alternativa interessante se a empresa quer acelerar o processo e pular esta etapa necessária à aquisição deste know-how.

 

Para mais informações, não hesite em entrar em contato com os nosso consultores. Estamos disponíveis para atendê-los!

 

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