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5 alternativas para conseguir investimento para sua tecnologia
Capital Anjo

Sua tecnologia precisa sair do papel. Isso é algo que vai te dar satisfação e ainda acrescentar significância a todos esses anos de estudos que você ralou para chegar aonde chegou e iniciar o desenvolvimento dela. Mas para isso, é necessário, antes de mais nada, dinheiro. Aqui vem a pergunta chave: como consigo dinheiro para finalizar o desenvolvimento da tecnologia e transformá-la num produto e numa empresa de fato?

O Brasil peca no quesito integração entre a Universidade (e as tecnologias advindas do meio acadêmico) e as empresas. É uma pena, porque a transferência tecnologias da academia para a iniciativa privada é uma das formas de gerar riqueza para a nossa sociedade. No entanto, mesmo com essa lacuna, ainda existem algumas possibilidades de conseguir um financiamento para que você possa transformar esta tecnologia nascente em um produto comercializável.

O objetivo desse post é te ajudar a visualizar quais são as melhores formas de conseguir um aporte financeiro para a viabilizar financeiramente a sua tecnologia e assim, economizar seu tempo e encurtar o caminho até a realização prática desse objetivo da sua vida.

 

Como conseguir dinheiro para a minha tecnologia?

 

1ª Alternativa: Encontrar um sócio investidor

Uma boa maneira de conseguir um capital e braço para erguer a empresa é encontrar alguém que tenha as mesmas afinidades que você, que também vai compartilhar a gestão do negócio como um todo e além disso ajudará com um aporte financeiro. Outra opção ainda é encontrar um sócio investidor, que invista na sua tecnologia em troca de participação acionária, mas também seja um mentor para a start-up, dando dicas e orientação. O recomendável é investir no primeiro tipo de sociedade – uma pessoa que além de dinheiro também traga contribuição. Pode ser experiência, orientação ou ainda que atue no dia a dia da implantação da tecnologia.

 

2ª Captar um investimento Anjo

 Pessoas físicas ou fundos de investimento que investem dinheiro próprio em uma ideia no estágio inicial em troca de participação minoritária no negócio são chamados de investidores-anjo. De um modo geral, são empresários ou executivos que atuam como mentores ou ainda como conselheiros. Esse procedimento ainda não é muito comum no Brasil mas algumas associações promovem esse tipo de financiamento, como a Anjos do Brasil.

 

3ª Descobrir um Fundo de Capital Semente 

Você já deve ter ouvido falar de fundos de venture capital ou ainda de private equity. No entanto, esses programas investem em empresas que já estão consolidadas no mercado. O seed capital (capital semente) é destinado a negócios em fase inicial, mas que já estão estabelecidos. Assim, se sua empresa está em está inicial mas já saiu do papel há um tempo, esse tipo de capital é indicado para você. Entretanto, assim como os investidores anjo, ainda existem poucos fundos desse tipo no Brasil. Um exemplo deles seria o Fundo Criatec, do BNDES.

4ª Alternativa: Aposte em um projeto de equity crowdfunding
Claro que existe a possibilidade de conseguir um empréstimo de alguém da família ou algum amigo próximo.  Mas também existe a chance de recolher dinheiro de pessoas totalmente estranhas.
Recentemente, o financiamento coletivo em troca de participação acionária, em inglês equity crowdfunding, tem tomado forma no Brasil. A ideia é que você utilize o auxílio de uma plataforma online para ter acesso a dezenas de investidores anjos, que farão aportes na sua empresa coletivamente. Em termos de vantagens em ter apenas um ou dois investidores anjo, é mais fácil e prático lidar com menos investidores, além do que eles estarão mais próximos à sua empresa, podendo aportar conhecimento e expertise.
As vantagens do crowdfunding é aproveitar a escalabilidade da internet para ter acesso fácil a dezenas de investidores, que podem rapidamente aportar o dinheiro necessário ao seu empreendimento. Sem o trabalho de ter que bater de porta em porta de dezenas de fundos. A desvantagem é que a relação com os investidores tanto juridicamente quanto na prática será bem mais complexa e trabalhosa.
Para tentar uma captação neste sentido, você precisa cadastrar seu projeto em uma das plataformas online existentes para isso e depois estabelecer uma data limite ou um valor a ser atingido. O EuSócio, o Comecaki e o Startmeup são exemplos de crowdfunding brasileiros voltados à empresas com tecnologia.

 

5ª Alternativa: PIPE 

 Desde 1997, a FAPESP oferece o programa o PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), voltado a financiar via fundo perdido pequenas empresas que tenham uma tecnologia inovadora, ajudando-as a finalizar o desenvolvimento do produto e levá-lo ao mercado. Assim, o programa aceita desde empresas que ainda não tem CNPJ aberto, até empresas já estabelecidas que tenham até 250 funcionários.
O PIPE é uma excelente alternativa para levantar o capital que você precisa, pois traz duas grandes vantagens: a primeira é que o recurso é dado para a empresa. Ou seja, não precisa nem devolver nem ceder uma parte da participação da empresa para terceiros. A segunda é que ele é voltado exclusivamente para pequenas empresas e empresas nascentes. A contrapartida é que poucos são os projetos que são inovadores o suficiente para receber este tipo de recurso, e é necessário que a pesquisa e a empresa estejam sediadas no estado de São Paulo.
Essas são cinco alternativas para conseguir investimento para tirar a sua tecnologia do papel. A idr é especializada em aprovar projetos na FAPESP, então, caso esteja interessado no PIPE não hesite em nos consultar gratuitamente sobre o projeto.

Leia mais sobre investimento privado no blog da idr

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